Se vais construir no Paraguai, a primeira reunião com uma construtora costuma durar uma hora e deixa uma sensação: confiança ou neblina. O erro é ir para que te vendam uma imagem. A reunião útil é outra: sair com respostas sobre obras que se podem visitar, sobre como se monta um orçamento e sobre quem te fala quando o terreno não coincide com o desenho.

Pede para ver obra, não só pasta

Um portfólio no ecrã monta-se numa tarde. Uma obra percorre-se. Pede duas ou três obras visitáveis, mesmo que por foto recente com data. Se a resposta é “depois enviamos renders”, já tens um dado.

Reunião de projeto sobre uma mesa com plantas no Paraguai

Quem fala e quem decide

Pergunta quem será o teu interlocutor em projeto e em obra, com que frequência há reporte e o que acontece se essa pessoa não estiver. Se vives fora, essa pergunta vale mais do que o moodboard.

Como se constrói o número

Não peças um m² mágico na primeira hora. Pede o método: rubricas, exclusões, como se documentam mudanças. Um total solto não é um acordo.

Leitura do lote e do clima

Leva fotos do terreno, estremas e rua. Assunção não se resolve igual a um lote na Cordillera. Quem não pergunta pelo lote está a vender uma casa genérica.

O que levar por escrito

Pede um resumo: alcance tentativo, próximos passos, o que precisam de ti. Se não há passo seguinte claro, não houve reunião: houve uma conversa comercial.