O programa de necessidades de uma casa não é capricho de arquiteto. É o documento curto que evita desenhar três quartos e descobrir em obra que faltava depósito. No Paraguai salta-se este passo porque há pressa em ver a fachada. Um brief cabe numa reunião. Bem feito, poupa meses.

Pontos-chave

  • Quem vive, quem visita, quem trabalha: Anota pessoas permanentes, visitas de fim de semana, o escritório que hoje é a mesa da sala.
  • Cozinha, arrumo e o que o render esconde: A cozinha de revista não tem saco do supermercado nem depósito de limpeza.
  • Dormir, casas de banho e privacidade: A quantidade de quartos é a pergunta fácil.
  • Fora: galeria, garagem, água e cão: No Paraguai a vida passa na galeria quase tanto como na sala.
  • Como entregá-lo: Uma página com tópicos chega.

Quem vive, quem visita, quem trabalha

Anota pessoas permanentes, visitas de fim de semana, o escritório que hoje é a mesa da sala. No Paraguai isso muda a casa. Se não consegues nomear um dia de semana e um domingo, o anteprojeto vai adivinhar. Adivinhar paga-se em paredes que depois queres deitar abaixo.

Quem vive, quem visita, quem trabalha — Notas de programa de necessidades para uma habitação

Cozinha, arrumo e o que o render esconde

A cozinha de revista não tem saco do supermercado nem depósito de limpeza. O programa tem de dizer despensa, lixo, ferros, malas. Em clima húmido o arrumo mal ventilado apodrece. Se esse fundo não está no brief, não aparece por magia no 3D.

Dormir, casas de banho e privacidade

A quantidade de quartos é a pergunta fácil. A difícil é quem partilha casa de banho e se o quarto de serviço é para alguém que vive ali ou para uso misto. Misturar esses usos sem o dizer produz peças que não servem a ninguém.

Fora: galeria, garagem, água e cão

No Paraguai a vida passa na galeria quase tanto como na sala. O programa diz quantos carros, se o churrasco é diário, se queres piscina no primeiro ano ou “depois”. Um brief que só descreve interiores está incompleto.

Como entregá-lo

Uma página com tópicos chega. Leva fotos do que te funciona hoje e do que não. Com isso monta-se anteprojeto. O passo seguinte é uma reunião em /contacto com esse brief, mesmo que esteja à mão.

Termos do texto

anteprojeto
Documento inicial com implantação, programa e volumetria para orçamentar e tramitar.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que implica quem vive, quem visita, quem trabalha?

Anota pessoas permanentes, visitas de fim de semana, o escritório que hoje é a mesa da sala. No Paraguai isso muda a casa. Se não consegues nomear um dia de semana e um domingo, o anteprojeto vai adivinhar. Adivinhar paga-se em paredes que depois queres deitar abaixo.

O que implica cozinha, arrumo e o que o render esconde?

A cozinha de revista não tem saco do supermercado nem depósito de limpeza. O programa tem de dizer despensa, lixo, ferros, malas. Em clima húmido o arrumo mal ventilado apodrece. Se esse fundo não está no brief, não aparece por magia no 3D.

O que implica dormir, casas de banho e privacidade?

A quantidade de quartos é a pergunta fácil. A difícil é quem partilha casa de banho e se o quarto de serviço é para alguém que vive ali ou para uso misto. Misturar esses usos sem o dizer produz peças que não servem a ninguém.

O que implica fora: galeria, garagem, água e cão?

No Paraguai a vida passa na galeria quase tanto como na sala. O programa diz quantos carros, se o churrasco é diário, se queres piscina no primeiro ano ou “depois”. Um brief que só descreve interiores está incompleto.

O que implica como entregá-lo?

Uma página com tópicos chega. Leva fotos do que te funciona hoje e do que não. Com isso monta-se anteprojeto. O passo seguinte é uma reunião em /contacto com esse brief, mesmo que esteja à mão.

Próximo passo

O passo seguinte é uma reunião em /contacto com esse brief, mesmo que esteja à mão. Se quiser aplicar isto ao seu caso, pode consultar a MU com o lote e o programa sobre a mesa.